Curiositàs e Estudiositàs

Aprender com propósito.

O Ato de ensinar

Ensinar é algo presente na minha família, minha mãe é professora primária na rede pública, meu pai apesar do seu trabalho principal ele também dava aulas no curso técnico, meu irmão é professor universitário. 

Eu sempre gostei de ensinar, só tem algo que gosto muito mais do que ensinar: aprender! Inclusive, essa é minha teoria sobre o ensino. Quando aprendo algo, surge uma urgência, um desejo enorme de colocar aquilo para fora, é como se aquela informação começasse a dominar a minha cabeça e o único jeito de encontrar paz é me livrando dela, passando-a para outras pessoas. Mas não se engane, não há altruísmo aqui, a minha vontade de ensinar não faz parte de uma grande missão familiar ou pessoal, ela apenas nutre o meu próprio desejo de aprender. 

Tomás de Aquino, ou São Tomás de Aquino, separava o desejo por aprendizado em dois: curiositàs e estudiositàs.
Os curiositàs têm o aprendizado como vício, ou o vício da curiosidade. Aqui você encontra dois extremos:  o que busca conhecimento de qualidade a fim de ostentar, de se mostrar maior ou melhor ou mesmo subjugar outros e aquele que tem apenas curiosidades vazias como saber da separação de uma personalidade famosa. Em geral, o primeiro caso cai na teoria do efeito Dunning-Kruger. 

Os estudiositàs por outro lado buscam o aprendizado com propósito, portanto ao estudiosita, qualquer matéria dada tem como objetivo o próprio conhecimento. 

Aprender com propósito e não ficar satisfeito com o simples, transformar o profundo em algo que possa aguçar a vontade de aprender é a beleza do ato de ensinar. 

Congelando o café 

Ainda no clima do campeonato mundial de Brewers, uma apresentação me chamou muito a atenção, Raul Rodas da Guatemala, menciona na sua apresentação que o café utilizado estava congelado desde outubro de 2024. O café em questão era um Geisha Lavado da Finca El Injerto. 

O ambiente ideal para preservar o café torrado é frio, escuro e livre de oxigênio. Ou seja, congelar parece ser uma boa ideia, não é mesmo? 

Conversei com o Raul sobre essa estratégia de levar um café congelado, e ele me explicou detalhes.
O café congelado estava verde e porcionado, não torrado, antes do campeonato ele descongelou, torrou uma parte e levou ambos para o campeonato. Na Indonésia ele torrou a outra parte. Dessa forma ele tinha duas opções.  Essa estratégia  garantiu o 9o lugar com uma bebida limpa e muito floral . 

Congelar café em casa é ainda, de certa forma, controverso. Alguns dizem que o café mesmo congelado perde características depois de 6 meses, outros dizem que o sistema frost free das geladeiras atuais pode estragar o café e por aí vai. 

Eu, particularmente, gosto de congelar o café porcionado de preferência a vácuo, assim evito umidade ao abrir e fechar pacotes. Congelo geralmente com 7 a 10 dias de torra e tenho preferência a congelar cafés para espresso. 

Uso uma seladora a vacuo ou tubos falcon 50ml.

Dicas

O que estou assistindo: Seus amigos e vizinhos no AppleTV+

O que estou ouvindo para preparar meu café: Elvis 40 Greatest hits Vinil Duplo 

No meu kindle: A insustentável leveza do ser. Que foi o livro mais lido no ano em que nasci. 

No meu origami: Geisha da Costa Rica Corazon de Jesus torrado pela LOQUAT em Los Angeles. 

Na minha flair: Gesha da Fazenda Terracota torrado pelo Mantí e Orion para um espresso que te abraça.

Até a próxima semana :)